EXPOSIÇÃO – Ex África – no CCBB BRASÍLIA

Por Luiz Gonzaga Rocha

Depois de algum tempo ausente, longo tempo, e que tempo, foram longos trinta e seis meses, o importante e o que deve ser ressaltado é estamos retornando com a divulgação da Arte e Cultura no Distrito Federal. E este recomeço é marcado com a Exposição Ex África com mais de 90 obras que revelam a história e o atual momento do continente através de esculturas, fotografias, instalações, performances, pinturas, vídeos e muitas cores.
Impressionante no seu todo, particularmente, as imagens do prédio de apartamento, uma torre chamada Ponte City, nome de um arranha-céu no centro de Joanesburgo. Assinada pelos artistas MikhaelSubotsky e Patrick Waterhouse, a obra é composta por 12 janelas digitais simulam a vista do edifício marcado por histórias de decadência e gentrificação.

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A exposição permanecerá no CCBB Brasília (SCES, Trecho 02, lote 22 - CEP: 70200-002 - (61) 3108-7600) até o dia 21 de outubro. O horário de visitação é de terça a domingo das 9h às 21h.
A entrada é gratuita, mediante retirada do bilhete através do site, app ou bilheteria da Eventim (https://www.eventim.com.br/). Para mais informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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A exposição Ex África conta com mais de 90 obras que revelam a história e o atual momento de um continente que, ao mesmo tempo em que tenta se reconstruir da ferida causada por séculos de tráfico negreiro e de colonização, volta a expandir as suas cores e cultura para outras fronteiras através de esculturas, fotografias, instalações, performances, pinturas e vídeos.
Nomes como os do ganês Ibrahim Mahama – que montará uma gigantesca instalação no Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília –; do provocativo retratista senegalês Omar Victor Diop, do fotógrafo e ativista zimbabuano KudzanaiChiurai e de outros 15 artistas de oito países africanos se juntarão aos de dois brasileiros: o carioca Arjan Martins e o brasiliense Dalton Paula.
Palestra com o Curador
O curador AlfonsHug, responsável pela seleção das 90 obras que compõem a mostra ExAfrica, e o artista brasiliense Dalton Paula, vão conversar com o público no dia 28 de agosto, às 19h, no teatro do CCBB. O encontro, que tem acesso gratuito, tem por objetivo aumentar a experiência do visitante na maior exposição de arte africana contemporânea já realizada no Brasil, e que já passou pelos CCBBs de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
Brasiliense Dalton de Paula é destaque
Arjan e Dalton possuem obras dedicadas à herança africana na cultura brasileira. Para isso, realizaram estudos no BrazilianQuarter, bairro localizado na capital nigeriana construído por brasileiros que retornaram ao continente após a abolição da escravatura, no final do século XIX.
O brasiliense Dalton de Paula, aliás, tem conquistado destaque internacional com seu trabalho que remonta à realidade dos afrodescendentes no Brasil. É, por exemplo, o único representante do país na edição deste ano do Trienal do New Museum, uma das maiores mostras de artes visuais de Nova Iorque.
“Em seus quadros acreditamos ouvir o som do sosso-bala, o lendário xilofone da Guiné, que há 800 anos anuncia rapto e derramamento de sangue, mas também a recuperação de uma inocência perdida”, comenta o curador da exposição, AlfonsHug, sobre a sua série de sete pinturas Ex-Votos, que compõe o acervo da mostra.
Tradição e modernidade
Uma crítica ácida ao colonialismo e ao tráfico de escravos estão em Ecos da História, primeira parte da exposição. Nela, destaca-se uma instalação formada por objetos do tempo do comércio de escravos (algemas, ferros de marcar, moedas, mandados de captura).
Assinada pela artista nigeriana NdidiDike, a obra propõe uma obscura viagem no tempo, época impiedosa, marcada pelo sofrimento humano e pela cobiça.
As obras sugerem ainda uma reflexão amarga sobre a relação entre a pobreza, o desemprego, as recentes migrações e aspectos relacionados aos tempos dos navios negreiros. Não deixam de lembrar as imposições de uma cultura religiosa ocidental e herança colonial, evidenciada na série de fotografias de Leonce Raphael Agbodjelou, artista do Benim. Em parte de sua obra, ele evoca o CodeNoir, decreto em que a administração colonial francesa da África Ocidental regulava a escravatura.
Cosmópoles
Paisagens desoladoras, ordem e caos, modernidade e ruínas. Esses e tantos outros contrates das metrópoles africanas estão nas obras de O Drama Urbano.
Um dos destaques vai para a videoinstalação Ponte City, nome de um arranha-céu no centro de Joanesburgo. Assinada pelos artistas MikhaelSubotsky e Patrick Waterhouse, a obra é composta por 12 janelas digitais que simulam a vista do edifício marcado por histórias de decadência e gentrificação.

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KaroAkpokiere, nascido em Lagos (maior cidade da Nigéria e uma das maiores do mundo) assina ilustrações, com fortes elementos da cultura pop, que fazem uma sátira à miríade de anúncios publicitários que invadem diariamente a megalópole e refletem modismos, o mercado e suas desigualdades, a política e negociatas de toda natureza.

Expressões do corpo
Cabelos trançados que lembram delicadas esculturas; retratos com ares ironicamente pomposos remetem a notáveis africanos que atuaram na Europa entre os séculos XVI e XIX. A força expressiva da estética corporal está nas fotografias, vídeos e instalações de Corpos e Retratos, recorte que traz os famigerados autorretratos do senegalês Omar Victor Diop e a série HairdoRevolution (revolução do penteado), com fotografias em preto e branco do nigeriano J. D. OkhaiOjeikere.
Outro destaque do eixo Corpos e Retratos é a arte multifacetada do angolano Nástio Mosquito. Por meio de vídeos, performances, música experimental, instalações e poesia, o artista levanta questões em torno da fé, identidade, herança colonial, entre outros temas. “Para onde queremos ir? O que queremos construir?”, ele pergunta. “Não seja cool, seja relevante. E se conseguir ser cool de maneira relevante, melhor ainda”, diz. Na mostra ele apresenta uma videoinstalação da música Hilário.

Galerias musicais
Do afrobeat de FelaKuti, ao pop nigeriano, Explosões Musicais transforma uma das galerias de “ExAfrica” no “Clube Lagos”. Poder, sexo, riqueza e religião são temas habituais da música africana e ganham relevância nesta sala onde os clichês da worldmusic dão lugar à autenticidade do Naija Pop. O New AfrikaShrine, de FemiKuti, muito popular na cena nigeriana, também está entre os destaques.

Fonte: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/ex-africa-5/
Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br – 29/08/18 - LGR

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