TUDO COMEÇA NUM PONTO

CCBB de Brasília expõe obras do artista russo Wassily Kandinsky

A Exposição das obras de Wassily Kandinsky: “Tudo começa num ponto”, com 150 peças de nove museus e de coleções particulares pode ser vista gratuitamente no CCBB Brasília até 12 de janeiro de 2015.

Wassily Kandiskyfoi o grande precursor do abstracionismo.Na exposição, há pinturas de todas as fases do pintor, ilustrações de contos populares, símbolos religiosos, séries de paisagens, roupas e tambores utilizados em rituais xamânicos, coleções de objetos de cerâmica e litogravuras.

Curiosidade: O artista viveu cem anos, menos três dias.Nascido em Moscou, a 16 de dezembro de 1844, faleceu em Neuilly-sur-Seine, perto de Paris, a 13 de dezembro de 1944.

BRASILIA é a primeira cidade fora da Europa a receber uma exposição com obras do criador do abstracionismo, Wassily Kandinsky. Cerca de 150 peças, entre quadros, objetos, fotos, livros e cartas sobre o artista, seus contemporâneos e suas influências podem ser vistos gratuitamente entre esta quarta-feira (12) e o dia 12 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Até setembro de 2015, a mostra passa por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

As peças em exposição estão divididas em três espaços, um deles interativo. Utilizando óculos especiais, o público pode conferir uma das obras do pintor se desmembrando de acordo com o movimento do visitante e emitindo sons. Também é possível ouvir a descrição das cores e de suas características.

Na exposição, há pinturas de todas as fases do pintor, ilustrações de contos populares, símbolos religiosos, séries de paisagens, roupas e tambores utilizados em rituais xamânicos, coleções de objetos de cerâmica e litogravuras. Além de Kandinsky, a mostra traz quadros de artistas contemporâneos, como a ex-mulher Gabriele Münter, Alexej Von Jawlensky , Mikhail Larionov, Pavel Filonov, Nikolai Kulbin e AristarkhLentulov.

A maior parte da exposição apresentada ao público brasileiro é dedicada justamente aos pormenores que explicam e completam o nosso conhecimento sobre Kandinsky”, afirma Evgenia Petrova. Segundo ela, a seleção dos trabalhos seguiu a biografia do artista até sua partida definitiva da Rússia, em 1922, as memórias, artigos e catálogos das exposições organizadas durante a vida do pintor, especialmente “O Cavaleiro Azul” e o “Salão de Izdebsky”.

Para o diretor-geral da exposição, Rodolfo de Athayde, entender o gênio criativo implica compreender a sensibilidade que marcou a história da arte no século XX. “Esta exposição apresenta o prólogo dessa história enriquecida, que é a arte moderna e contemporânea. O modo em que se forjou a passagem para a abstração, os recursos a partir dos quais a figuração deixou de ser a única via possível para representar os estados mais vitais do ser humano, e finalmente o novo caminho desbravado a partir dessa ruptura”.

A exposição também retrata Kandinsky como personagem poético e lírico e aborda momentos de descobertas ao longo de sua trajetória. Em um dos espaços, o público também pode ver cartas trocadas entre o pintor e o compositor erudito Arnold Schoenberg, criador do dodecafonismo – sistema de organização musical em que as 12 notas são tocadas sem que se siga as escalas por tons.

A exposição também retrata Kandinsky como personagem poético e lírico e aborda momentos de descobertas ao longo de sua trajetória. Em um dos espaços, o público também pode ver cartas trocadas entre o pintor e o compositor erudito Arnold Schoenberg, criador do dodecafonismo – sistema de organização musical em que as 12 notas são tocadas sem que se siga as escalas por tons.

Depois de Brasília, a mostra “Kandinsky – Tudo começa num ponto” segue para o Rio de Janeiro, entre 27 de janeiro e 30 de março. São Paulo recebe o evento entre 18 de abril e 29 de junho. A exposição se despede do Brasil em Belo Horizonte, entre 21 de julho e 28 de setembro.

Kandinsky para crianças

Durante o evento, o CCBB Educativo oferece uma série de programas para as crianças, com o objetivo de levar ao público infantil um pouco do trabalho de Kandinsky e da importância de sua obra. A programação inclui atividades como músicas e histórias aos fins de semana. As escolas podem agendar visitas ao espaço também durante a semana.

Outra atração para as crianças é o livro que leva o mesmo nome da exposição. Escrita por Daniela Chindler e com ilustrações de Lula Palomanes, a publicação tem o intuito de traduzir para o universo infantil a história de Kandinsky, os principais momentos de sua biografia e os elementos mais relevantes de sua obra. O livro será distribuído gratuitamente durante o evento.

Artista

Nascido em Moscou, em 16 de dezembro de 1844, WassalyKandinsky formou-se em direito antes de iniciar sua vida como pintor. Uma visita a uma exposição de artistas impressionistas franceses e ao Teatro Bolshoi, onde assistiu à ópera Lohengrin, de Richard Wagner, despertaram o desejo de produzir arte.

Em 1896, ele se mudou para Munique, na Alemanha, onde iniciou o curso de pintura. Em 1900, ele ingressou na Academia de Artes de Munique, onde estudou com Franz Stuck. Foi neste período que conheceu a artista Gabriele Münter, com quem passou a viver até o início da 1ª Guerra Mundial.

Em 1911, Kandinsky e Franz Marc criaram o grupo Der BlaueReiter (Cavaleiro Azul). O período em que viveu na Alemanha é considerado o de maior desenvolvimento da arte abstracionista do pintor. No ano seguinte, ele publicou “Do espiritual na arte”, a primeira fundamentação teórica da arte abstrata. Ele escreveu ainda um livro de memórias e uma coletânea de poesias com 55 litogravuras, ambos em 1913.

No início da guerra, voltou para Moscou, já sem Gabriele. Participou de eventos culturais e políticos no período após a Revolução Russa. Casou-se com a filha de um general, em 1917, e cooperou com o comitê popular de educação, ensinando arte e auxiliando na reforma e na criação de museus, entre 1918 e 1921.

Kandinsky voltou à Alemanha em 1922. Em seguida, aceitou o convite de Walter Groupiuos e começou a lecionar na escola Bauhaus, onde permaneceu até 1932. Os 159 quadros pintados a óleo e as 300 aquarelas produzidos entre 1926 e 1933 se perderam depois que os nazistas declararam o artista “degenerado”.

Aos 67 anos, o pintor se mudou para a França. Ao lado da mulher, ele passou a viver em Neuilly-sur-Seine, perto de Paris. Foi a última morada de Kadinsky até sua morte, em 13 de dezembro de 1944.

Quer saber: Confera para, sobretudo, sentir a arte em seu estado mais abstrato.

Att: LGR.

Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br – LGR – 15/11/2014

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