DE AKHENATON A JK: UM NOVO RELATO

Por Luiz Gonzaga da Rocha

Emprincípio, fica a pergunta: não seria a cidade de Brasília uma cópia da cidade de Akhetaton - a antiga cidade do Egito, que existiu há 3.600 anos - construída às margens do rio Nilo pelo faraó Akhenaton, supostamente reencarnado pelo presidente JK, que construiu Brasília no Planalto Central, as margens do Lago Paranoá?

Responda quem puder, eu só quero indicar veredas ao trazer estes argumentos à baila na modernidade que recoloca a cidade de Brasília – uma das Cidades Sede da Copa do Mundo da FIFA - e o homem Juscelino Kubitschek de Oliveira em evidências. Quem tem razão não sei, mas fico com o relato que apresento e submeto à prestimosa apreciação colaborativa dos leitores.

 À guisa de introdução vale assinalar que não se trata de autoelogio, mas este foi um dos fatos que mais me impressionou ao conhecer a cidade de Brasília em meados da década de 1970. À época corriam soltos os comentários de que a cidade de Brasília era uma réplica da cidade egípcia de Akhenaton e que o fundador da cidade – Juscelino Kubitschek – era uma reencarnação do faraó egípcio. Pois bem, metido a culto e adepto do esoterismo escolástico [herança dos ensinamentos Rosacruzes] voltei meus olhos para enxergar as semelhanças que a leitura do livro da Professora Iara Kern indicava. Recordo-me, ainda, e faço publicar, por considerar relevante a publicidade, que encontrei na Sociedade Teosófica de Brasília um ardente difusor da concepção mística de Brasília na pessoa do Professor Raul Branco, a quem, de pronto, passei a ser admirador.

Os professores Iara Klern e Raul Branco, por métodos diferentes, me fizeram enxergar que Brasília era muito mais que uma cidade planejada e construída para afastar a sede do poder politico das areias litorâneas da capital fluminense. Particularmente, com a Professora aprendi e reconheço que Brasília parece possuir uma história bem mais antiga que seus 54 anos de existência e que parece existir inúmeras semelhanças entre a Capital do Brasil e a cidade de Akhetaton, que existiu há 3.600 anos. Com o professor Raul aprendi a enxergar o verdadeiro sentido do despertar espiritual e do discipulado consciente; os encontros de estudos e a leitura dos livros me fizeram enxergar realidades ocultas à vista comum dos admiradores da cidade de Brasília.

Retomado o fio das coisas perdidas, Brasília, segundo as várias correntes espiritualistas de diferentes partes do mundo, representará neste Terceiro Milêniopara a humanidade, o que a cidade de Akhetaton deveria representar em sua época. Brasília seria, segundo entendimentos espirituais e esotéricos, a cidade de Akhetaton, e o destino da cidade de Brasília seria o de resgatar o que se projetou no passado remoto para o futuro da humanidade (Leia mais sobre este aspecto no livro “Brasília Secreta, Enigma do Antigo Egito” dos professores Iara Kern e Ernani Figueiras Pimentel, editora Pórtico, p. 64. Este livro esteve por certo espaço de tempo ausente das livrarias, mas já pode ser encontrado sem muitas dificuldades).

O faraó Akhenaton, nome adotado por Amenhotep IV, esposo da rainha Nefertit, representou um marco importante na história politico-religiosa e na engenharia e arquitetura mundial, construindo toda uma cidade em menos de quatro anos, pelo fato de substituir a técnica tradicional, que utilizava gigantescos blocos de pedra, pelo uso de pequenos blocos de tijolos de 30 a 40 cm. E aqui revelouma dessas veredas: a cidade de Akhetaton foi planejada e construída em quatro anos mediante o uso de novas técnicas na arte de construir.

A cidade de Akhetaton construída para adoração do deus Athon(Deus Sol), transformou em monoteísta a religião egípcia. O traçado e a região aonde a cidade foi erguida era muito parecida com a geografia e arquitetura de Brasília. A cidade de Akhetaton, localizada no centro geográfico do país, como capital administrativa do Egito, foi organizada em setores, distribuídos em suas asas norte e sul, que representava uma grande ave voando em direção leste –a figura de Íbis - uma divindade egípcia guardiã das pirâmides e dos mortos. E aqui levanto outra ponta do véu para desrevelar outra vereda: devido ao intenso calor e a baixa umidade do ar local, a cidade foi construída as margens do lago Moeris, conhecido por ser o primeiro lago artificial do mundo. A metrópole religiosa fora declarada nova capital vinte e quatro meses antes de ser completada e, após cinco anos de trabalhos apressados e ininterruptos. Se a cidade de Akhetaton lembrava a ave Íbis, a cidade de Brasília, por seu turno, lembra outra ave histórica: o avião.

E mais, com cerca de treze quilômetros de extensão entre uma e outra extremidade norte e sul, e uma “avenida real” correndo para o sul a partir do palácio, era o eixo central, a redor do que ele fora planejado. De ambos os lados deste caminho monumental havia prédios da administração, um segundo palácio, mais templos e santuários ao onipresente Aton. Mas adiante se espalhavam lojas, mercados, seções residências e áreas de grandes propriedades. Muitos de seus prédios, em forma de pirâmide, possuíam entrada por um corredor escuro no subsolo, aonde as pessoas chegavam a uma grande nave iluminada pela luz solar intensa, simbolizando a busca.

dos que estavam em trevas em direção à luz do deus Sol. Brasília recebe intensamente a luz solar, fazendo com que o Sol nascente e o Sol poente se revelam com toda beleza e esplendor.

Outras coincidências apontam certa identificação entre Juscelino e Akhenaton. Juscelino Kubitschek de Oliveira [nascido a 12 de setembro de 1902 e falecido em 22 de agosto de 1976] tornou-se um grande admirador de Akhenaton, após conhecer o Egito, na época em que foi fazer especialização na Europa. O próprioJK dizia queera (ele) a reencarnação de Amenhotep IV, o faraó Akhenaton. Eleito e empossado como o 21º Presidente do Brasil[1956/1961], foi o responsável pela construção de Brasília [1957/1961], e como Amenhotep que em sua ascensão enfrentar uma vigorosa oposição da nobreza, do clero de Amon e dos conselheiros reais, JK também enfrentou oposição politica.Como o faraó, Juscelino também construiu a nossa capital em menos de quatro anos de trabalhos apressados e ininterruptos.

A construção de Brasília foi um dos fatos mais marcantes da recente historiografia brasileira, e da política de JK no seu mandato de 5 anos como presidente, sendo uma das maiores obras do século XX. A ideia de construir uma nova capital no centro geográfico do País estava prevista na Constituição de 1891, na Constituição de 1934 e na Constituição de 1946, mas foi adiada, sua construção, por todos os governos brasileiros desde 1891.

A promessa de construir Brasília foi feita, por JK, no dia 4 de abril de 1955, em um comício, em Jataí, no estado de Goiás, quando, no final do comício, JK resolveu ouvir perguntas de populares, e, o estudante para tabelião Antônio Soares Neto, o Toniquinho, perguntou a JK se este iria cumprir toda a constituição do Brasil de 1946, inclusive o artigo referente a nova capital. Para construir Brasília, mais de 200 máquinas e de 30 mil operários - os candangos - vindos de todas as regiões do Brasil (principalmente do Nordeste do Brasil), exerceram um regime de trabalho ininterrupto, dia e noite, para construir e concluir Brasília até a data prefixada de 21 de abril de 1960, em homenagem à Inconfidência Mineira.

À guisa de conclusão, apresento uma última vereda, um fato e um argumento a seremdegustados pelos leitores mais atentos. Vejamos a vereda: a distribuição dos edifícios públicos, a equidistância dos monumentos e a simetria da cidade não só guardam proporções visuais relativas a cidade de Akhetaton, como faz de Brasília uma cidade apropriada para reunir pessoas das mais diversas correntes mística, esotérica eespiritualistas centrada em maçons, profetas, eubióticos, rosacruzes, poetas e escritores em constantes inspirações – é a mística de Brasília.

Agora, o fato: no Egito, existem diversas formas piramidais erguidas em degraus, uma delas, a pirâmide de Sákara, descrita pela egiptóloga Iara Kern como “a mais antiga estrutura de pedra talhada, erguida pelo homem, em todo o mundo” e destinada a “guardar a energia cósmica do Universo”. Em Brasília, a pirâmide de Sákaraencontrava-se reproduzida no prédio da CEB, uma pirâmide antes localiza no início da L2 Norte, que guardava “a mesma forma, com as mesmas medidas” e servia para guardar a energia física de Brasília. Assim a pirâmide de degraus que guardava a energia cósmica em Brasília era representada pelo Edifício da CEB. Além disso, havia a figura de um pássaro que só poderia ser visto no alto do prédio na parte de trás, imagem que representaria Íbis, o pássaro do Antigo Egito, guardião das pirâmides.

Por fim, o argumento: a professora de Egiptologia da Universidade de Brasília, Iara Kern que ao transformar uma tese de mestrado em um livro chamado de Akhenaton a JK, foi de fato e de direito,a primeira pessoa a evocar a semelhança física, mental e espiritual entre o ex-presidente JK e o Faraó Akhenaton, como também, a primeira a identificar os diversos pontos de concordância da nova Capital brasileira com a antiga cidade do Egito.

De tudo, fica a impressão que Brasília para JK, era a primeira forma pela qual o seu espírito se revelava para o mundo. O ideal da construção de Brasília tornou-se, então, o instrumento do seu destino humano E como já descrevi em outro artigo: Akhenaton e JK: “desvendar e conhecer as razões do coração que induziram o Presidente Juscelino Kubitschek a erigir Brasília na imensidão deserta do Planalto Central não é tarefa fácil. As motivações pessoais do homem Juscelino Kubitschek de Oliveira guardavam projeções mentais que só ele poderia conhecer”. Brasília um imenso campo histórico aberto às pessoas.


Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br – 26/05/2015.

 

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