NOVAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DF

Por Luiz Gonzaga da Rocha

A maior necessidade de um Estado
é a de governantes corajosos”. 

Johann Goethe

 

Soluções para melhorar a Qualidade de Vida Coletiva (QVC) e melhorar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) no DF existem, e não são poucas as alternativas. Reclamar por Saúde, Educação, Transporte, Segurança, Habitação e por equipamentos urbanos (urbanização, asfalto, água/luz, esgotos, parques, jardins, áreas de lazer e mais e melhor qualidade de vida) não é o bastante. Reclamar das Instituições e dos homens e agentes públicos não vai resolver nada.

Pensar, pesquisar, investigar, analisar, planejar, investir e executar políticas públicas, imagino, seja o que os políticos, governo e agentes públicos precisam concretizar em favor da sociedade brasiliense e brasileira, e imagino seja isto o que a sociedade deve exigir do Governo, políticos e agentes públicos neste momento de crise.

Tudo o que podemos precisar, neste momento, é de um Governo corajoso e de políticos sérios, confiáveis e interessados na promoção do bem estar-social da sociedade brasiliense. Depois, juntos, pensar nas regras do jogo das previsibilidades do que queremos para o DF. Por fim, desenhar um cenário futurista para o DF, um cenário para valer a partir do ano 2020. Para tanto, o Governo e os políticos precisam tomar a iniciativa e impulsionar uma agenda de inovação que gere oportunidades de geração de trabalho, emprego e rendas para todos e que nos faça, como cidadão e membro da sociedade, protagonistas de nosso futuro. Preparar o futuro também implica em preparar assessores e técnicos capacitados em política, administração e gestão pública. Alguém que possa pensar o DF para os próximos 30 anos.

O que esperar do futuro, não sabemos: o futuro, anotou Píndaro, é uma espessa, opaca. E negra muralha, além da qual não podemos ver nem mesmo sequer um segundo, mas, pelo menos até agora, o presente - que em um tempo foi futuro - pode ser visto, em suas linhas mais fortes, no espelho do passado. Em nome do futuro, do nosso futuro, será que não podemos pensar em formas de combater e vencer a violência urbana com empregabilidade, trabalho, salário e rendas? Será que não podemos pensar em ampliar as conquistas na mobilidade urbana, no transporte público e promover mecanismos de acessibilidades aos descapacitados nas ruas, prédios e edifícios públicos? Será que não podemos padronizar calçadas, veículos e serviços de táxis, instituir um salário técnico mínimo legal acima do salário mínimo nacional? Será que não podemos encontrar soluções para as enfermidades da saúde pública? Será...? Será...? São tantas as indagações!

Dois exemplos. Recentemente estive em Buenos Aires e em Santiago do Chile e para deslocamento no Sistema de Transporte Público, adquiri Cartões que permitiram realizar a integração nos modais ônibus/metrô, pagando uma única passagem. Os cartões permitiam embarcar nos vagões do metrô ou ônibus. Nos ônibus se indicam o roteiro a ser percorrido, nas paradas se indicam as linhas, e os ônibus, sem catracas e sem cobradores (Pessoas físicas) sinalizam um elevado grau de cultura. As duas cidades possuem ruas limpas, bem pavimentadas, sem quebras-molas e faixas de pedestres bem sinalizadas e respeitadas por transeuntes e motoristas, o que também sinaliza uma sociedade desenvolvida. São graus de desenvolvimento que precisamos, ainda, alcançar.

Embora as lições dos acertos e desacertos econômicos dos países vizinhos, notadamente, Argentina, Venezuela e Chile, sejam do nosso conhecimento, não precisamos, necessariamente, passar por situações difíceis, para aprender, mas tentar observar como funciona essas e outras democracias, corrigir erros e aprender com os acertos pode ser útil. E mais, a partir dessa observação, devemos aperfeiçoar nosso sistema de acessibilidade e mobilidade urbana, educação pública e privada, segurança pessoal e societária, saúde, lazer e recreação. Em suma, melhorar nos IDH e de QVC.

Para tal, chega de apontar com o dedo os homens e agentes públicos, chega de culpar um ou outro governante pelos desacertos sem assinalar os acertos. Ao invés de reclamar, criticar por criticar, classificar governos e políticos como distorcido, corrupto e leniente, vamos plantar nossa pequenina semente de pureza, como o grão de mostarda (menor semente, maior árvore), e auxiliar os novos dirigentes a construir um novo DF! Vamos jogar limpo com o DF.

Penso que a insensatez do pensamento que concede primazia às velhas fórmulas sociais e econômicas de aprisionar extorquir o cidadão; aos velhos hábitos políticos de priorizar o individual em detrimento da coletividade; a panaceia dos impostos e arrochos salariais, com o qual pretendem acabar com a miséria que nos assola, cobrando de cada um de nós, o imposto da pobreza, ou da fome, ou da miséria, ou seja lá de que desgraçadamente for, não pode é não deve nos aprisionar nestas décadas iniciais do século XXI, em detrimento do novo, cuja essência é um esforço dirigido para a construção de realidades sociais mais amplos e sustentados na visão Humanitária de igualdade, liberdade e fraternidade universal.

Urge buscar novos paradigmas para o DF e para o País.


Postagem: www.unidosporbrasila.com.br – 03/02/2015 - LGR

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