A FORMAÇÃO MAÇÔNICA PELO MÉTODO DO MESTRE E APRENDIZ

Teoria e Pratica Maçônica - Texto Um

Por Luiz Gonzaga da Rocha


A maior parte dos maçons pensa que a formação dos MESTRES é um problema que se resolve ou solução que se encontra participando-se de seminários, conferencias, ciclos de estudos ou lendo livros e mais livros sobre o assunto. Não diria que existe erro neste tipo de entendimento, mas é necessário que se entenda que nem todos os candidatos ao Mestrado querem ou poderão dedicar-se a este tipo de especulação mental. Ademais, há um elemento que deve ser levado em conta; o interesse de cada maçom em participar desses eventos ou de voltarem à leitura de livros específicos. Entendemos que a formação do maçom-aprendiz e do mestre maçom só se pode concretizar se for acompanhado pela prática.

Durante anos veremos maçons batendo na mesma tecla: os maçons não leem. Não se atualizam. Não conhecem os rituais, práticas e princípios maçônicos. Durante anos veremos o silêncio dos mestres diante das perguntas dos aprendizes, ou quando não, a clássica resposta; Quando chegar o momento certo [ou grau tal], você terá a resposta, por enquanto, limite-se aos conhecimentos do seu grau.

De fato, participar de conferências, seminários ou ciclos de palestras sobre maçonaria, como ouvinte, sem tomar parte nos trabalhos maçônicos ou sem poder apresentar seu próprio entendimento, ainda que a título de aprendizagem, pode não trazer o resultado desejado. Ademais, é preciso não esquecer que, ao se ensinar como se deve fazer o trabalho é necessário mostrar o caminho das pedras; mostrar as dificuldades, as variantes de entendimentos, e os diversos graus e ritos maçônicos praticados na localidade, pelo menos, na localidade aonde se encontra o discente. Sobremodo, é necessário indicar como o trabalho ou tarefa deva ser executado em consonância com o ideal do alto nível de execução, ou seja, unindo a teoria à pratica.

Caro Irmão! Falar sobre maçonaria, ritos, rituais, simbolismo, filosofia, historia, personagens e atualidades maçônicas é relativamente fácil. O difícil é mostrar ao participante, ao mesmo tempo, pela prática, que eles tem capacidade e que terão, mais tempo menos tempo, que realizar a tarefa e ensinar aos que estarão somente observando, como executar bem a tarefa, e que é até mesmo fácil, quando bem memorizada.

Demorei muito para compreender que o sistema de conferencia, palestras, seminários e leituras esparsas produz apenas teóricos e maçons que pensa converter o mundo somente com a sua inteligência e o conhecimento de que tornou-se portador. Maçons, enfim, com pouca vontade de colocar às mãos na massa e fazer o bolo. Maçons sem paciência para prosseguir nas tarefas de contatos pessoais com os aprendizes e companheiros, dos quais, de fato, tudo depende. E seja dito de passagem que o verdadeiro mestre é o que aceita a tarefa de ensinar com boa vontade, firme no entendimento de que quanto mais ensina mais aprende, daí o sentido e o simbolismo do termo “Eterno Aprendiz”.

No entender dos postulados maçônicos, os maçons devem ser escolados e formados pelo que se chama de “método do Mestre e Aprendiz”. É o método ideal de formação, usado em todos os ofícios e profissões, sem exceção. Em vez de fazer longas conferencias, o mestre poe o trabalho diante dos olhos do aprendiz e, por demonstração pratica, mostra-lhe como se faz, explicando cada ponto à medida que a tarefa [ou trabalho] continua [ou vai sendo executado]. Depois, o próprio Aprendiz [ou que estiver executado este papel] tenta fazer o trabalho, enquanto o Mestre fica observando e vai corrigindo. Com este sistema, forma-se infalivelmente e com rapidez, um profissional competente. As palavras devem se basear no próprio trabalho e cada palavra deve referir-se a uma parte da execução, senão pouco fruto se há de colher. Pode parecer estranho que esteja dizendo estas palavras, mas mesmo um bom estudante pouca coisa retém do que ouve numa excelente palestra.

A nossa proposta, V M, é que a Loja do Aleijadinho [e quiçá, as demais Lojas] promovam, pelo menos uma vez por mês, em data adredemente prevista em calendário, sessões de instruções teóricas e praticas sobre ritualística, posturas e procedimentos maçônicos em Loja, para os graus de Aprendizes e Companheiros. Na continuidade, seja avaliada a instrução e, na medida do possível, escalados os instruendos ao desempenho das atividades em Loja, com o acompanhamento dos respectivos titulares do cargo objeto das instruções.

Como sugestão inaugural, a Loja, por seus oficiais, poderia instruir e treinar os aprendizes sobre a circulação do Hospitaleiro, atuação do Mestre de Cerimônias em sessões ordinárias, e do Irmão Primeiro Experto, em sessões magnas de iniciação, por serem instruções praticas e objetivas quanto a forma de atuação e condução da ritualística. Em seguida, poderia ser preparada uma equipe para as instruções futuras, cabendo a esta equipe preparar o material, formatar a instrução e avaliar os resultados.

Outro ponto a considerar é que poder-se-ia recorrer a uma palestra CURTA sobre a pratica a ser executada, acompanhada, ao final, da instrução ou manifestação dos Vigilantes, Orador, e Venerável Mestre, se assim entenderem necessário essa manifestação, tomando-se o cuidado, contudo, de não assumir o tom professoral ou de valer-se do sistema discursivo como método ideal de formação maçônica, pois como já discorremos, poderia afastar os aprendizes, visto que a maioria das pessoas, depois de deixarem os bancos escolares, não querem saber de voltar às aulas. Por outro lado, os mais simples e os mais bem formados se espantariam com a idéia de voltar a uma sala de aula, ainda que seja para uma aula maçônica. V M o processo que deve ser adotado deve ser o mais simples e psicológico, tipo: “venham conosco, para realizarmos esta instrução e para fazermos este trabalho juntos”.

Estou convencido de que os que atenderem a este chamado não virão para uma aula, mas para um trabalho com a exatidão de uma sessão maçônica, tal qual ela é, e como funciona de fato.
De minha parte, estou aberto às criticas e sugestões, e me coloco à inteira disposição para participar da equipe e fomentar o interesse dos Irmãos na evolução rumo ao topo da escada de Jacó.

Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br – 24/04/2014 - LGR

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