O Último Grão-Mestre dos Maçons Operativos

Por Luiz Gonzaga da Rocha

O Último Grão-Mestre dos Maçons Operativos

Presto justa homenagem a Christopher Wren, referenciado na literatura maçônica como último Grão-Mestre da Maçonaria Operativa; e na literatura, em geral, como professor de astronomia, cientista, matemático, projetista, geômetra e um dos arquitetos mais ilustres da Grã-Bretanha.

Em outras versões, como fundador e presidente da Royal Society de Londres; redator do primeiro estatuto do “O Colégio Invisível”. Presto, com letras e palavras que disponho, homenagens ao homem que desempenhou papel de destaque na reconstrução de Londres depois do Grande Incêndio de 1666; ao homem que por 91 anos gozou da proteção de todos os monarcas ingleses; e rendo homenagens ao “insuspeito” Mestre Maçom homenageado por James Anderson em sua primeira versão da Constituição como “arquiteto engenhoso” e em seguida retratado como “negligente”.

Christopher Wren, nascido em East Knoyle, Wiltshire, 20 de outubro de 1632, era filho de Christopher Wren, Reitor de Windson, onde foi educado na tradição religiosa, e desde a idade de 17 anos (1649) estudou na Universidade de Oxford, e aos 25 anos, foi removido e nomeado professor de astronomia no Gresham College de Londres, e quatro anos depois, transladou-se, para Oxford, onde permaneceu por 12 anos, sempre na cadeira de astronomia. Mas foi com a arquitetura que se ocupou por longos 50 anos, contados a partir de 1662, com os planos do Sheldon Theatre em Oxford à reconstrução da Catedral de St. Paul de Londres (1710). Sir Christopher Wren foi encontrado morto, sentado em sua cadeira após o jantar, em 25 de fevereiro de 1723, em Londres, aos 91 anos de idade, exato cinco semanas depois da publicação das “Constituições” de Anderson. Seu obituário foi publicado no Post Boy nº 5244, de Londres, em 2 de março de 1723, anunciando que o seu corpo deve ser sepultado na Grande Câmara sob a Cúpula da Catedral de São Paulo. E de fato, Wren foi enterrado em 5 de março de 1723 na cripta da Igreja de St. Paul, no canto sudeste, o lugar do Mestre, segundo a tradição maçônica. Uma placa de pedra simples foi inscrita por seu filho mais velho (Christopher Wren Jr.) e um círculo de mármore preto se lê: “Subtus conditur huius ecclesi e et vrbis conditor Christophorus Wren, qui vixit annos ultra nonaginta, non sibi sed bono public. Lector si monumentum requiris circunspice. Obiit XXV Fev Anno MDCCXXIII Aet XCI” que se traduz: “Aqui em suas fundações está o arquiteto desta igreja e cidade, Christopher Wren, que viveu mais de noventa anos, não para seu próprio proveito, mas para o bem público. Leitor, se você procura o monumento dele – olhe ao seu redor. Morreu em 25 de fevereiro de 1723, aos 91 anos”.

A nossa pretensão de coroar este capítulo com um breve relato sobre o último Grão-Mestre da fase Operativa, somente poderia nos conduzir a dois pontos ou nos levar a enveredar por dois caminhos que ainda hoje se encontram envolto em infrutíferas e intermináveis discussões: Wren era maçom? Como, quando e por quê negligenciou o cargo de Grão-Mestre?

Sobre Wren Maçon? O nosso Irmão Robert Lomas, discorrendo especificamente sobre Charles II (Carlos II), assinala:

“Após a Restauração, a Maçonaria começou a reviver sob o patrocínio de Charles II, que tinha sido recebido na Ordem durante seu exílio. Durante seu reinado, algumas Lojas foram constituidas por licença de vários nobres Grão-mestres, e muitos senhores e estudiosos famosos solicitavam naquela época ser admitidos à Fraternidade. Em 27 de dezembro de 1663 foi realizada uma Assembleia Geral, na qual Henry Jermyn, conde de St. Albans, foi leito Grão-Mestre, e ele nomeou como seus vigilantes sir John Denham, Christopher Wren e John Webb.” (LOMAS, 2015:49).

Ainda sobre Wren maçom? – Registro e material para pesquisas ou consultas em língua portuguesa são escassos, mais fácil encontrar agulha no palheiro, e além do que foi dito pelo Reverendo James Anderson e alguns escritores do século XVIII, sobre a conexão de Wren com a Maçonaria, não há confirmação histórica ou prova documental. Os relatos de época, contudo, autorizam resposta positiva. Wren era Maçom. O próprio Anderson deixa claro que Wren até 1717 seria o último Grão-Mestre da fase Operativa. Aliás, James Anderson dá a Wren inusitadas honras maçônicas. Acompanhe-nos na transcrição que apresentamos, e veja que primeiro Anderson projeta Sir Christopher Wren como um dos Grandes Vigilantes da Assembleia Geral realizada em 27 de dezembro de 1663, quando o Conde de Saint Albans era Grão-Mestre, e Sir John Denham, Vice-Grão-Mestre. Depois, Anderson diz que em 1666 Wren foi novamente um Grande Diretor, sob o Grande Mestrado do Conde de Rivers; mas imediatamente depois ele o chama de Deputado Wren, e continua a lhe dar o título de Vice-Grão-Mestre até 1685, quando diz que "as Lojas se encontraram e elegeram Sir Christopher Wren Grão-Mestre, que nomeou o Sr. Gabriel Cibber e os Grandes Guardiões do Sr. Edmund Savage; e enquanto continuava com a São Paulo, ele encontrava anualmente aqueles Irmãos que podiam atendê-lo, para manter os bons e velhos usos".Por fim, Anderson diz que "Sir Christopher Wren negligenciou o cargo de Grão-Mestre" e ainda que em 1716, "as Lojas em Londres se encontram negligenciadas por Sir Christopher Wren", e “A Maçonaria foi revivida sob um novo Grão-Mestre”.

Seguindo o roteiro traçado por René Desaguliers, Harold Dorn & Robert Mark que igualmente passam a impressão que se pode responder de forma positiva à indagação sobre a conexão de Wren com a Maçonaria, e isso porque René Desagulier encontrou algumas informações, baseadas em Albert Mackey, Robert Freke Gould e Bryan Little, concluindo que o nome de Wren está ligado à Maçonaria “como Maçom Aceito e não se tem como certo como Operativo”. Desaguliers apresenta um conjunto com três informações essenciais: Em primeiro lugar, faz coro com A História Natural de Wiltshire, de John Aubrey, onde este relata a adoção de Wren na Maçonaria (1691), nos seguintes termos: “Hoje, segunda-feira a 18ª do ano de 1691, no dia após o domingo das rogações, realizou-se na Igreja de Saint-Paul uma grande assembleia da Irmandade de maçons aceitos, na qual Sir Christopher Wren deve ser adotado Irmão, bem como Sir Henry Goodric de la Tour (de Londres) e alguns outros. Houve reis que pertenceram a essa confraria”. A segunda informação quase que indiscutível é o anúncio da morte de Wren por meio da imprensa em o Postboy e o British Journal que apresentam, referências a Sir Christopher Wren como “esse digno maçom” (franco maçom), isto é, esse maçom especulativo. Finalmente, de maneira muito mais interessante, René Desaguliers destaca a localização geográfica do túmulo de Wren na cripta de St. Paul, ou seja, no canto sudeste, isto é, no lugar do Mestre, para em seguida discorrer sobre a versão da lenda que se deve sucessivamente e de maneira oposta a William Preston e ao Duque de Sussex, sobre o presente dado por Wren à Loja Saint Paul (O Ganso e a Grelha), a saber, três castiçais em mogno representando as três ordens de arquitetura e um autêntico malhete operativo do século XVII, que serviria para a colocação da pedra fundamental da Catedral de St. Paul.

Em outra vertente, o relato de John Aubrey é referenciado por H. L. HAYWOOD, ao apontar que John Aubrey um amigo do Dr. Plot e também um antiquário, escreveu A História Natural de Wiltshire, na mesma época, em uma cópia da qual ele inscreveu um memorando onde se lê: “Memorando: Neste dia, 18 de Maio, sendo segunda-feira, 1691, após a Rogação de Domingo uma grande convenção na Igreja de St. Paul da Fraternidade de Maçons Adotados, onde Sir Christopher Wren, deve ser iniciado como um irmão, e Sir Henry Goodric da Torre, e diversos outros. Houve reis que pertenceram a este Sodalício.”

Retornando aos escritos de René Desagulier e Harold Dorn & Robert Mark, agora com fulcro em H. L. HAYWOOD transcrevemos ipsis litteris, todo o conjunto de argumentos pró e contra o fato de ter sido Sir Christopher Wren franco-maçom. Eis o relato que nos interessa considerar:

Foi o famoso arquiteto, o construtor de St. Paul e de Londres depois do grande incêndio, um maçom? Claro, ele era um arquiteto e, portanto, um membro do Oficio em sentido geral, mas era ele membro de uma loja? Gould dedica cinquenta e quatro das suas páginas mais fortemente carregadas para provar que ele não era, e que qualquer afirmação neste sentido é pura e simples fábula. O Irmão F. de P. Castells escreveu uma crítica mordaz destas páginas num esplêndido ensaio publicado em Transactions na Loja dos Autores, vol. II, página 302. “Nós todos admiramos a erudição de Gould”, observa ele, “sua História é uma obra monumental. Mas, nesse assunto, ele se mostrou mais instruído que sábio, porque ele se colocou sob uma falsa luz, na qual o vemos como um crítico acerbo, sofismando, digladiando com os fatos, e lançando dúvida sobre tudo o que sugere o pensamento de Wren ter sido maçom. “Alguns acreditarão, talvez, que o irmão Castells tenha exagerado um pouco o assunto, mas que nem lá nem cá; ele encerra em seu próprio caso com quatro peças de evidência: primeiro, as Constituições de 1738; segundo, um trecho do Postboy, um jornal londrino que, no seu anúncio da morte de Wren, refere-se a ele como “aquele digno maçom”; Terceiro, a anotação de Aubrey citada acima e quarto a afirmação de Preston no sentido de que “Wren presidiu a antiga Loja de St. Paul’s durante a construção da catedral”. Mas, o que parece ser o argumento decisivo na argumentação do Irmão Castell é dado em seu postcriptum, em que há tanta matéria muito interessante que pode muito bem ser citado na íntegra: “O que precede foi apresentado como uma palestra. Desde então, porém, tendo visto os registros da Loja de Antiguidade que o irmão Rylands trouxe à luz, penso que a questão está absolutamente resolvida. A Loja já teve registros que remontavam a 1663. Mas, quando um inventário foi feito em 1778, tudo o que existia anterior a 1721 tinha desaparecido. Isto é referido em um Memorando como “o ultraje”, pois foi um caso de apropriação indébita. Ainda assim, os poucos registros agora existentes são suficientes para satisfazer qualquer um. Assim, as Atas de uma Reunião realizada em 03 de junho de 1723, dão substância ao que os irmãos haviam decidido: “O conjunto de Castiçais de Mogno presenteado a esta Loja por seu digno e velho mestre, Sir Christopher Wren, deverá ser cuidadosamente depositado em uma caixa de madeira revestida de pano a ser imediatamente adquirido para esta finalidade”. A razão para isso era que como o “digno e velho mestre” da Loja tinha morrido, eles estavam ansiosos para preservar os castiçais como lembranças preciosas de sua ligação com a Loja. Existe também um Memorando sobre uma ‘Assembleia Geral de um grande Número de Maçons Realizada em 24 de junho de 1721, que é notável por incluir entre os presentes ‘Christopher Wren, Esq.’, o único filho do arquiteto, cujo nome reaparece de maneira semelhante oito anos mais tarde. Obviamente, o filho era um daqueles que ajudaram a formar a primeira Grande Loja; assim, podemos entender que o pai deveria tê-lo nomeado como seu substituto, quando a Fraternidade comemorou o Capestone em 1710. E ainda assim, Gould, quando escreveu sua História, não sabia que alguém já tivesse anunciado o filho como um membro da nossa Ordem! A questão tem sido levantada se a Lodge of Antiquity original era de dos maçons especulativos. Os três Castiçais permitem boa base para a presunção, mas deixemos os membros da Loja falar por si mesmos. Na ata de uma reunião em 03 de novembro de 1722, lemos: “O Mestre relatou os trabalhos da Grande Loja e a nomeação do Irmão Anderson para rever as antigas Constituições. Foi o parecer da Loja que o Mestre e os seus Vigilantes compareçam a todo Comitê durante a Loja. Na medida em que os registros mostram que Wren era membro da Loja Antiquity e, portanto, pertencia à Maçonaria, não há nada de improvável no relato de Preston, mas Preston tinha deixado em tamanha dúvida por sua precisão em matéria de fato que se deve deixar o assunto em suspenso.

Concluindo esta primeira caminhada, o caminho outro que escolhemos vai nos conduzir a celeumas e insensatezes em campo onde ninguém se entende e poucos poucas informações são reinseridas no contexto dos novos escritos, a assim permanecemos sem saber qual teria sido a negligência cometida por Sir Christopher Wren. Computando a velocidade da tessitura da fragmentação produtivo (e intelectual), o caminho a seguir é estreito, repleto de obstáculos e desinformações. Os relatos maçônicos não apontam qual teria sido o “deslize” do nobre inglês ou das razões que o induziu a negligenciar as Lojas e os Maçons de Londres. Contudo, o conjunto de saberes, assentados em velhas fontes, nos permite evoluir no desejo do desvelamento e a caminhar algumas dúzias de passos em direção a um todo conclusivo em que pese os caminhos divergentes, e ao transitar no campo das probabilidades e das possibilidades, acompanho a René Desaguliers que, ao estudar os vínculos de Wren com a Maçonaria, partindo das Constituições de 1723, e, paradoxalmente, o ano da morte de Christopher Wren, aos 91 anos, e mais exatamente 5 semanas após a publicação das Constituições de Anderson, apontando este como um “arquiteto engenhoso”.

René Desaguliers analisa os fatos recordando que a solicitação para redação das Constituições tinha sido lançada pelo Duque de Montagu em 1721, aludindo que materialmente entre a data da decisão da publicação e a morte de Wren, não se teve tempo para adicionar um epíteto mais glorioso e mais elogioso. Em sua trajetória em final de vida, segundo Desaguliers, em 1718, Christopher Wren é Superintendente Geral dos Edifícios da Inglaterra, ele tem 86 anos de idade. Sua idade avançada e sua lealdade aos Stuarts fazem com que o rei da época o alemão Georges I o substitua por William Benson, levando à suspeita e questionamento quanto ao critério de Anderson”. Para o rei Georges, Wren não poderia representar nada, nem passado, nem presente, nem futuro, e daí poderia ter advindo o argumento de “negligente”, por ser Wren destituído do cargo pelo rei George I, que não falava inglês, não e conhecia, nem guardava relacionamento com Sir Christopher Wren.

Fato é que na primeira edição das Constituições, James Anderson faz apenas uma ligeira referência a Wren, chamando-o de "o engenhoso arquiteto Sir Christopher Wren". Na segunda edição das Constituições, a de 1738, Wren que segundo as Lojas de Londres em 1716, as teria negligenciado. Assim, é o que diz Anderson, Wren negligenciou o cargo de Grão-Mestre pelo menos até 1714. Anotamos, por conta própria, que ele tem idade avançada, sendo quase certo que Wren, segundo Anderson, pode ter ficado velho demais para cuidar dos assuntos do Ofício, e então, o movimento de 1717 pode ter sido criado para organizar uma Grande Loja e Eleger um Novo Grão-Mestre. De sorte que continua difícil avaliar a negligência cometida por Sir Christopher Wren por aquela época.

À guisa de conclusão, os informes da Royal Society, testemunham que Wren foi “adotado” na Fraternidade de Maçons Aceitos em 18 de maio de 1691. Atas da Loja, originalmente a nº 1 (Ganso e a Grelha) o menciona como o “Mestre da Loja”. Relatos colhidos nas folhas do tempo e não sei onde, apontam um Christopher Wren, sucessivamente, Grande Vigilante em 1663 e 1666, Grão-Mestre Adjunto e depois Grão-Mestre, em 1685 e novamente em 1698. E este, em inúmeros escritos, a posteriori, era tido e considerado Grão-Mestre da Antiquíssima e Honorabilíssima Fraternidade dos Pedreiros Livres e Aceitos (1717), e tido como o último Grão-Mestre da fase Operativa E sobre o fato de que Wren teria negligenciado as Lojas? Devemos notar que a primeira “Constituições de Anderson” (1723), não mencionam Wren desairosamente. Pergunta-se, seria porque ainda estava vivo? Wren faleceu justamente em 1723. Detalhe: em 1718, Christopher Wren é Superintendente Geral dos Edifícios da Inglaterra, ele tem 86 anos de idade. Sua idade avançada e sua lealdade aos Stuarts fazem com que o rei da época o alemão Georges I o substitua por William Benson. Não partiria deste fato a suspeita e o questionamento quanto ao critério de Anderson?

1 Vale assinalar que Sir Christopher Wren estava no centro do grupo ao qual a Royal Society, mais precisamente a Sociedade Real para a Melhoria do Conhecimento Natural, ao lado de Robert Boyle, John Wilkins, William Visconde Brouncker (que será o primeiro presidente) e também de Robert Moray, todos maçons (à exceção de Robert Boyle) ou seja, Wren ajudou a criar uma associação em 1660/1662 para promover o desenvolvimento das artes e das ciências, cujos rudimentos haviam sido lançados por Francis Bacon vinte anos antes – que congregava os mais renomados cientistas e pensadores da época: John Locke, Robert Boyle, Robert Hooke e Isaac Newton – e, ainda, que a Royal Society descende do Invisible College, fundado em 1645, que por sua vez descendia da Ordem Rosa-Crucis, nascida em Londres em 1610. A Royal Society de Londres deve sua origem à uma palestra de Wren sobre astronomia no Gresham College, em 1660, e outros encontros ocorreram até que a Sociedade fosse criada. Wren participou regularmente das atividades da Sociedade nos primeiros três anos de existência e sempre manteve seu interesse por ela. Ele foi, além de fundador da Royal Society, seu presidente (1680 -1682). Ademais, ele é considerado como “Pai da ciência moderna”, e foi o primeiro a provar que a natureza obedece a leis constantes. A sua teoria da gravitação universal explicou o movimento dos planetas e das estrelas. Atualmente a Real Sociedade se ajusta à necessidade de cerca de 1.200 cientistas mundiais.

Por fim, ainda que este nosso relato não seja um relato assentado em documentos, não afasta nenhuma probabilidade ou possibilidade de acasalamento dos fatos à realidade. Reforço este argumento com a alusão a Sir Isaac Newton que não fazia parte de nenhuma loja maçônica, entretanto, amigo de Sir Christopher Wren, quando presidiu a Royal Society de 1703 até 1727, arregimentou para a prestigiosa sociedade um grande número de franco-maçons, entre eles, Théophile Desaguliers, e o Duque de Montagu, eleito Grão-Mestre, dois anos após ter sido recebido na Royal Society. Desaguliers, o que provavelmente colaborou na redação das Constituições de Anderson, ajudou a popularizar as teorias de Newton em The Newtoniam System of the World: the Best Model of Government, an Allegorical Poem (1728). Claro, é difícil construir um panorama único, e pode ser que isto não lhe diga absolutamente nada, mas há, ainda, um fato singular: antes que Anderson escrevesse suas famosas Constituições (1723), exatamente no mesmo espírito, a Royal Society tinha proibido toda a discussão política e religiosa, conforme destacaria mais tarde Benjamin Franklin, que era um dos seus membros. Maçonaria e a Royal Society aceita homens de todos os partidos, mas a política é completamente excluída dos seus trabalhos internos (RÉVAUGER).
Não padeço da dúvida de que Sir Christopher Wren não fosse membro eminente da Arte Real, e a meu juízo, a ausência de provas documentais, não deve ser o argumento definitivo, capaz de alterar a realidade de tudo o que parece ser imaginativo ou factual. Reafirmo o postulado anunciado em ter Sir Christopher Wren, maçom especulativo, como o último Grão-Mestre dos Maçons Operativos.

Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga da Rocha (LGR) – Grande Inspetor Geral da Ordem. Escritor. Radicado em Brasília/DF. Filiado à ARLS Antônio Francisco Lisboa (O Aleijadinho) nº 3793. Coordenador do Curso de Pós-Graduação em História da Maçonaria/Unyleya.
Marcadores: #Maçonaria. #História. #Christopher Wren #Brasil
Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br/aprendiz - 17/06/2019.

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